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 Marcas da vida

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Rastros do pó nos pés, o espelhar do revés, já havia andado muito, mesmo ainda estando ali, intacta, viajando internamente, impactada, por não encontrar-se deprimente. Quem a olhava não imaginava o quão duro foi permanecer viva, fortaleceu-se em sensibilidade, distinguiu a diferença entre as dores, única em meio a bilhares, diluiu de si os rancores, eles não a deixariam andar, seriam só mais um peso, e na busca do seu libertar seriam pedra de tropeço. A cada passo um corte, era o amputar das feridas, há quem estivesse em seu lugar preferindo a morte, mas ela sim lutava por sua vida. Quase um axioma, matar-se para viver,  a interpretação é uma ponte, que liga a sabedoria àquele que quer vencer, fazendo-o trocar de ser, assim como as rastejantes lagartas, a metamorfose nos faz nascer, nova alçada onde desatrofiamos nossas asas. As marcas da vida cicatrizam onde as águas do amor gotejam, renovando em marcas infindas, ampliando o seu vilarejo. Antes, a areia marcada, onde o sal não as apagavam, agora marcas revigoradas, linhas que contam sua história entrelaçadas, e dá prosseguimento por toda a eternidade, entre marcas que esvanecem pelo tempo e outras que tornam-se sua representatividade. Estas são as marcas da verdadeira vida, que nunca se acabarão, sua história emergida ao transbordar da borboleta coração. Voe!

Por Patrícia Campos

Bolha de sabão

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É uma película muito fina de sabão e água em forma de esfera e de superfície iridescente, que reflete em si as cores do arco-íris e as imagens ao redor… Podem também ajudar a resolver problemas matemáticos complexos sobre o espaço, já que sempre se busca a menor área de superfície entre pontos ou arestas. Para uma criança é apenas uma diversão, uma brincadeira que encanta os olhos e enche o coração de alegria quando vê a bolha se formar, subir e estourar. Mas ao me deparar com esse tema, logo pensei na consciência do ser humano, que não existia, mas foi produzida através de um sistema montado pelo Criador, e sabemos que tudo isto foi possível por ter nos dado o fôlego da vida, a sua porção divinal.

Da junção da existência carnal e a espiritual, produzimos a consciência, esta qual uma bolha, que a tudo reflete como um espelho, se depara com as cores da vida e tudo que Deus criou, manifesta todas as coisas criadas, mas não reflete a si mesma, não se vê como consciência, e todas se incham nos seus próprios conceitos, a soberba sobe a cabeça, mas uma hora o espírito da vida vai embora, a carne volta ao pó e a consciência que tanto se achou, estoura. Hoje é o dia de enxergarmos as coisas pelo entendimento, com clareza, pois temos tudo nas mãos, afinal, é a consciência que tem o poder de resolver esse problema de sair do caminho da morte, pois tem a função do raciocínio para ver, tem o poder de determinar e praticar em si aquilo a qual foi predestinada, manifestar a existência espiritual e andar pela vida. Só assim refletirá eternamente as paisagens celestes e nunca desaparecerá, pois subirá até o plano celestial, o céu dos céus, usufruindo da vida plena e verdadeira.

Por Michele Mi 

Não são as palavras, são as ações

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Palavras são levadas com o vento, mas o que marca e fica gravado são as nossas ações. São os atos e frutos da nossa consciência que transparecem nossa visão, índole, caráter, objetivo e o caminho que trilhamos e fora ainda tudo isto tem o sentimento, que este sim é profundo, é a haste que liga a consciência a algo e como se fosse um termômetro detecta os graus da temperatura, indicando realmente onde cada interno se mostra frio ou quente. Por isso não são as palavras, que muitas vezes são cheias de entendimento, mas são frias, não tocam a alma, não causam reação no coração, mas como uma expressão que ouvi e gostei muito, deve ser um amor perfeito, onde a compreensão anda junto com o sentimento, assim como as palavras devem andar juntamente com as ações destas e isto serve em todos os quesitos e situações da nossa vida, principalmente na prática da nossa razão de existir, pois eu saber e falar sobre o assunto não traz nenhum resultado, mas os meus atos em torno disso é que se dá minha própria transformação, a metamorfose existencial. São os frutos dignos de arrependimento e as nossas obras que consumam o crer nas palavras que nossa boca proferem. As palavras são quais as sementes e precisam de uma terra fértil para brotar e florescer. A consciência é esta terra e precisa ser trabalhada e cuidada para estar dentro da lei, para que as sementes das palavras produzam o fruto esperado pelo agricultor.

Por Michele Mi 

Muro de jaspe

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Entre todas é a mais forte
Mãe das pedras desse planeta
Microcristalina, de quartzo
Cores que realçam sua beleza

Muro de jaspe
Trata-se de uma expressão
Devemos edificar a nossa casa
Ter a linha e o prumo na mão

Firmar nossa consciência
Na rocha que habita nosso ser
Porção divina que guarda toda ciência
E quer na alma resplandecer

Temos à frente uma eternidade
Assunto sério a se pensar
Apenas a semente da verdade
Pode o nosso imo libertar

O pó frio se esvanece
Curto é o seu tempo
A flor brota e logo fenece
Pétalas carregadas pelo vento

Terra interna, sua imensidão
Há de plantar a semente
A vida clama em pulsação
Querendo transformar simplesmente

Nova era
Outra dimensão
Nova terra
Paz e libertação

Compreender a alegoria
Derruba o muro da lamentação
A excelência da sabedoria
Satisfaz o coração

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Catarina Ribeiro de Jesus – Santa Fé/PR

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Riso titânico

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De que vale um sorriso forçado
Que não flui da alma naturalmente?
Na face bordado e maquiado
Dissabores, alegria ausente

Na aparência o esforço dos lábios
Querendo juntar os pedaços
Mas o peito clama estilhaçado
Na dor de um blues descompassado

Ouço gritos por liberdade
No silêncio de um âmago vazio
Recusam-se beber da verdade
E estremecem no leito tão frio

É a ditadura do riso
Escancarada nas redes sociais
Quem levanta a bandeira do bom siso
Exalando gargalhadas naturais?

Mas viajando nos pensamentos
Ouvi a voz da indagação
Em meio a escravidão dos tormentos
Como pode cantarolar o coração?

São cativos do insignificante pó
Tão miúdo, que nem pesa na balança
Mas oprime e enlaça a mente sem dó
E onde encontrar a esperança?

A porta de saída
Não está além do mar
O encanto e o brilho da vida
Realçam a tez e o seu olhar

A compreensão é o segredo
Que desvenda a divina sabedoria
Transmuta o titânico riso do desespero
Numa singela e doce poesia

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Eliézer Rogério – Jaraguá do Sul/SC

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Entendimento oculto

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Escondido nas densas trevas
Absurdos, discordância
Metáforas do simples poeta
Tentam derrubar a ignorância

Qual o princípio para luz acender
Dentro de cada coração
Trazer à tona, resplandecer
Fazer raiar a compreensão?

Há somente uma verdade
Um sentido, uma razão
Asas da liberdade
Da alma que segura sua mão

O raciocínio é a chave
Que abre a nossa cela
Calmaria na tempestade
Paisagem na janela

Caminho da sabedoria
Retrato pintado em tela
Desvendar da alegoria
Fertilidade da terra

Entendimento oculto
Para aquele que não quer ver
Pensamentos errôneos e impuros
Não deixam o dia amanhecer

Tropeços e mais tropeços
Machucam a pobre alma
Infortúnios e lamentos
Clama o sossego e a calma

Mas a fonte cristalina
Quer jorrar por suas entranhas
Banhar-te de sabedoria
E dissipar a ignorância

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Annie – Embu das Artes/SP

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Levar a vida

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Ela veio para me levar com sua luz radiante, com seu poder agiu no meu transformar numa bolha flutuante. Sua ação é esplendorosa e sem ela nada seria, ó vida majestosa, minha perfeita simetria. Minha consciência andava nas penumbras antes de te reconhecer, pela ignorância ficava em mim oculta, até a sabedoria me acender. Foi quando acordei do meu sono, profundo, ilusório e tão frio, mudei minha visão, meu rumo e na minha tez refletiu o seu brio. Desde então eu levo a vida guardada em minha bagagem, no meu coração, na minha alma até completar minha viagem. Ela aponta o sentido, como bússola em alto mar mostrando a direção e o caminho que os meus pés devem trilhar. Vida que aquece meu interno e em minhas entranhas palpita, se expressa por minha boca, poetiza nas entrelinhas. Luz perene e suave que abrasa constantemente, condena o coração falho, leveza da sábia mente. Te levo no meu imo e tu me levas por sua mão, até chegar no nosso destino, liberdade da imensidão.

Por Michele Mi

Arco-íris

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Águas do céu me banharam
Despertando minha atenção
Luzes da sabedoria raiaram
Mudando a minha visão

Luz do sol em meio às gotas
Tão visível à minha íris
Trouxe meu coração à boca
Compreender o sinal do arco-íris

Aliança perpétua com a vida
Colorindo o caminho racional
Vereda com destino a alegria infinda
Completude celestial

Céu interno da minha imensidão
Clima sempre contagiante
Aquele que pulsa meu coração
Me eleva a todo instante

Em tudo vejo seu toque
Nas grandezas dos detalhes
Até o provisório que morre
Mostra-nos a verdadeira metade

É dentro da nossa alma
Que devemos contemplar as cores
Buscar nosso estado de calma
Curar as feridas e as dores

O colírio da compreensão
Dissipa as nuvens tenebrosas
Salta às vistas a verdade e a razão
Nos desvia das trilhas tortuosas

Deixe a mão divina pintar sua tela
Com sua maestria e destreza
Os tons sublimes da aquarela
Realçam o quadro da nobreza

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Paulo Tavares – Peruíbe/SP

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Aves de verão

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Tudo é um ciclo na natureza
Assim como as estações
A fauna, a flora e sua beleza
E as lindas aves de verão

Um dia elas chegam
E no outro se vão
O que vê por teus olhos?
O que sente no coração?

Estamos dentro dessa complexidade
E não há como negar
O alimento da verdade
Faz nossa alma se libertar

Os ciclos internos giram
Feito os ponteiros do relógio
Os tormentos no silêncio gritam
E se ocultam pelo opróbrio

Bata suas asas passarinho
Desprenda-se deste chão
Ficou pequeno o seu ninho
Voe alto na sua imensidão

O sol está brilhando no céu
E a chuva serôdia é refrigério
A sabedoria rasgou o seu véu
Transmute o seu império

Aprenda com as andorinhas
Eis o tempo da migração
Compreenda as entrelinhas
Mude a sua estação

Tudo é um ciclo na natureza
Assim como as estações
A fauna, a flora e sua beleza
E as lindas aves de verão

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Maria Lúcia – Martins/ RN

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Amor de mãe

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O amor é a pura compreensão
E devemos rever nossos conceitos
Dar liberdade ao coração
Analisar os sentimentos

É grandioso gerar um filho
Mas é um ser independente
Terá que trilhar seu próprio caminho
E a mãe disso ser consciente

Cortar o cordão umbilical
É um processo doloroso
Mas temos em nós o divinal
O filho da vida majestoso

Amor de mãe
É deixar o passarinho voar
Conhecer-se no profundo
E ter prazer para voltar

A igualdade deve prevalecer
Na alma de cada um
O amor brotar e crescer
E tornar-se em todos comum

Aquele sem acepção
Sem olhar a quem
Que não faz distinção
Tornando a alma refém

Na infância o instinto materno
Nos instiga a decifrar a alegoria
O leite natural que sustenta
O filho pela sabedoria

Amor de mãe
É deixar o passarinho voar
Conhecer-se no profundo
E ter prazer para voltar

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Fátima Silva – Apucarana/PR

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