Apego exagerado a um sentimento ou a uma ideia desarrazoada. Motivação irresistível para realizar um ato irracional; compulsão.
E assim caminha a humanidade desvirtuada por atos inconsequentes. O ser humano é a única criação que produz a consciência e tem o poder de agir racionalmente, enxergar todas as coisas pela sabedoria, colocar cada peça no seu devido lugar, mas é o que mais age de forma tola, se apega no que tem menos valor, enraíza os sentimentos na matéria e acaba saindo do padrão e limite até da criação. As consciências perderam o tino, o juízo e ultrapassaram tanto a linha imaginária do que é necessidade e sentimento, que a obsessão tornou-se uma característica natural. Fugiram da razão, ninguém tem os pés no chão. Almas doentes, vazias, pois o domínio carnal escraviza todas as almas, pois não conseguem enxergar que desviaram do caminho traçado pelo Criador, o rumo certo que as deixariam seguras, plenas, na luz e na paz.

Bonecos de barro, assim são os seres humanos, mas o pó tomou o lugar da porção da vida dentro de cada consciência, tornando-a contumaz, impura, má intencionada e totalmente obsessiva pela existência provisória.
Era para tudo ser diferente, almas livres, transbordando os sentimentos divinos e celestiais, tudo seria coerente e enxergariam o bem e o verdadeiro par. No entanto, vemos as loucuras cometidas em torno de um pedaço de carne, sentimentos de posse, ego, ciúmes, avareza, vaidades, lascívia, ira e muitos outros frutos advindos da semente material. Raramente vemos frutos do amor, da paz, da mansidão, da sabedoria e da compreensão, pois o que tem prevalecido é a obsessão por tudo que se vê com olhos mortais, mas o olho do entendimento, o raciocínio, está corrompido e atrofiado e infelizmente é a verdade do que vejo.

Por Michele Mi

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