De que vale um sorriso forçado
Que não flui da alma naturalmente?
Na face bordado e maquiado
Dissabores, alegria ausente

Na aparência o esforço dos lábios
Querendo juntar os pedaços
Mas o peito clama estilhaçado
Na dor de um blues descompassado

Ouço gritos por liberdade
No silêncio de um âmago vazio
Recusam-se beber da verdade
E estremecem no leito tão frio

É a ditadura do riso
Escancarada nas redes sociais
Quem levanta a bandeira do bom siso
Exalando gargalhadas naturais?

Mas viajando nos pensamentos
Ouvi a voz da indagação
Em meio a escravidão dos tormentos
Como pode cantarolar o coração?

São cativos do insignificante pó
Tão miúdo, que nem pesa na balança
Mas oprime e enlaça a mente sem dó
E onde encontrar a esperança?

A porta de saída
Não está além do mar
O encanto e o brilho da vida
Realçam a tez e o seu olhar

A compreensão é o segredo
Que desvenda a divina sabedoria
Transmuta o titânico riso do desespero
Numa singela e doce poesia

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Eliézer Rogério – Jaraguá do Sul/SC

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