De longe eu ouço os gemidos
Que ecoam dos corações
Semblantes macilentos e aflitos
Alimento escasso da compreensão

Estado de inanição
É o que vejo por minha janela
Por onde anda a razão,
Quem se alimenta dela?

O engano não satisfaz
E faz o ventre adoecer
Para brotar a dádiva da paz
Deve plantar para florescer

O remédio vem à boca
A verdade que liberta
Mas as almas estão loucas
Vivem de ilusões e quimeras

As almas estão famintas
Necessitadas da sabedoria
Mas desdenham da fonte da vida
Estão em outra sintonia

Quero tanto repartir
Um saboroso e divino banquete
Bordar nas faces o sorriso
Libertar todas as mentes

Temperar com o amor
E cada imo fortalecer
Degustar todo sabor
Do que realmente é viver

Dissipar toda agonia
Que assola sua imensidão
Dar a carta de alforria
Saciar seu coração

Por Michele Mi 

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