Cadê a voz que clamava por um pouquinho de atenção, o toque suave das batidas que palpitavam o coração? A luz que refletia pelas janelas da alma, querendo ser reconhecida e ser eternamente a tão almejada calma plantada pela sabedoria? Consciência tão singela, desperte enquanto há tempo, a ampulheta cai e os dias passam, abra a porta do entendimento. A vida aje com maestria e ainda sente o seu sabor, o cheiro paira no ar, ainda é dia, há tempo de florescer o amor. Nossa consciência é uma grandeza, uma terra muito fértil, prepare seu imo com prudência, acenda a luz, dissipe as trevas. De que vale tanto orgulho e luta para defender opinião, o raciocínio nos mostra tudo, é necessário andar na razão. A vida um dia silencia se a alma não a acompanhar, e os tormentos serão a sina do ventre que não a gerar. Ouça a voz da sabedoria em cada detalhe cotidiano, nas praças, no céu, nas esquinas, sua mão está nos acenando, ela mora com a simplicidade e quer adentrar cada coração, a verdadeira liberdade, a saída da escuridão.

Por Michele Mi

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