Nós descobrimos que as consciências são como campos, onde tudo o que se planta nela, nasce e produz os seus frutos. Tem consciência que é um campo muito fértil, outras, porém, são mais áridas, e produzem poucos frutos. Mais muito ou pouco, vemos que as consciências só plantam sementes do mal, semente do ódio, da ira, da raiva, da ambição, da avareza, da vaidade, do ciúme, da incompreensão e coisas semelhantes a estas. Todas essas são sementes da matéria e o resultado é o mundo que vemos, onde uma pessoa só se sente bem, se a outra estiver mal. Eu sempre disse: como que o mundo pode ser bom se a tragédia alheia é fonte de lucro? É lógico que não tem como ser bom, pois aqui um só ganha, quando o outro perde, até o próprio mundo esportivo é assim. Até mesmo, dentro de uma casa um filho se destaca mais que o outro, como numa competição. Neste mundo ninguém respeita as diferenças e nem os mais fortes tem dó dos mais fracos, mas é um mundo onde todos pensam: que se dane! É um mundo desigual em todos os aspectos, tanto no aspecto físico, quanto no aspecto mental, como já foi dito: se um acredita que tudo pode se comer, e outro que é fraco só como legumes, o que come de tudo, não pode desprezar o que só come legumes, pois o importante é que todos estejam fazendo o que deve ser feito.

Mas em meio a tudo isto, existe uma semente do bem dentro de cada um de nós, que é a semente divina e quem realmente prepara a sua consciência como uma terra e planta esta semente nela, a seu tempo colherá só frutos do bem, como o amor, a paz, a bondade, a compreensão, o desejar bem ao próximo, a longanimidade, a mansidão e frutos semelhantes a estes. Todos estes são frutos da existência celestial, e quem a plantar em seu coração, colherá todos estes frutos do bem. É lei, aquilo que uma consciência planta nela, é o que colherá, o campo é o mesmo, mas a semente plantada é outra. Trata-se de uma transformação radical, como se diz, da água para o vinho. A própria consciência estranha a transformação dentro dela, ela perde um sentimento que até então sempre teve e acha até estranho não sentir mais aquele sentimento, e se alguém perguntar, ela diz: eu tinha isto? E aquilo passa até ser vergonhoso de lembrar. Na verdade, temos a sensação de que até nunca fizemos aquilo. Todos os sentimentos materiais são mesquinhos e não valem a pena. Mas quando plantarmos a semente da vida em nossas consciências, ela brotará e nascerá, nos transformando em um novo ser, que não tem absolutamente nada a ver com o antigo ser.

Por Michele Mi

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