Ao todo, 95 alunos ingressaram em cursos da Universidade Estadual de Campinas por meio do Vestibular Indígena 2020
Ao todo, 95 alunos ingressaram em cursos da Universidade Estadual de Campinas por meio do Vestibular Indígena 2020

Na quinta-feira (27), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou a Calourada Indígena, evento de recepção aos 95 novos estudantes que ingressaram na instituição por meio do Vestibular Indígena 2020.

Os calouros puderam compartilhar histórias e experiências e conhecer o que a Unicamp tem a oferecer para as vidas acadêmicas. Os participantes dão continuidade ao projeto de tornar a universidade um local como reflexo da sociedade brasileira.

“Temos uma vontade de, cada vez mais, contar com a diversidade dentro da Unicamp e os indígenas fazem parte desse processo. Certamente, eles trazem muitas experiências e são o oxigênio de que precisamos para renovar a nossa universidade”, destaca o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, à TV Unicamp.

A recepção teve a presença de dirigentes da instituição de ensino e de veteranos, como o Arlindo Gregório, ingressante na Unicamp em 2019. “A nossa realidade é desconhecida pela própria sociedade. Somos um pouco invisíveis em relação à nossa cultura e ao nosso jeito de viver. Para nós, esta experiência é muito importante porque trabalhamos as questões relativas ao preconceito”, explica o estudante à TV Unicamp.

Adaptação

Para a pró-reitora de Graduação da Unicamp, Eliana Amaral, o contato entre calouros e veteranos auxilia no processo de adaptação. “Na verdade, o nosso objetivo neste ano é que eles se integrem ao grupo que chegou em 2019. Isso faz parte do nosso programa geral de mentoria”, ressalta à TV Unicamp.

Após a recepção, os novos alunos seguiram para a matrícula. A programação da Calourada Indígena também contou com atividades de apresentação dos serviços da Unicamp que podem contribuir com o bem-estar dos estudantes, além de promover a integração cultural entre todos.

De São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, Maria Divaldina Nogueira é uma das novas alunas e cursará Geologia. Para a estudante, trata-se de uma oportunidade de levar conhecimento para a comunidade da etnia piratapuia e mostrar, na universidade, a cultura regional. “Estou achando essa experiência muito legal. Tenho que aprender muito aqui”, afirma à TV Unicamp.

Fonte: SP Notícias

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