Encontro reúne mais de 30 funcionários da emissora para ampliar discussões sobre acessibilidade comunicacional
Encontro reúne mais de 30 funcionários da emissora para ampliar discussões sobre acessibilidade comunicacional

Com o propósito de ampliar a inclusão, a Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência, por meio do Memorial da Inclusão, promoveu na segunda-feira (17) uma ação educativa com o Núcleo de Acessibilidade da TV Cultura. O objetivo do encontro era ampliar os debates sobre os recursos de acessibilidade comunicacional para pessoas com e sem deficiência.

A atividade reuniu mais de 30 funcionários da emissora que atuam no setor de audiodescrição, Libras, closed caption (tipo de legenda) e legendas, e promoveu o diálogo sobre a promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e das diferentes perspectivas de inclusão para além da implementação de ferramentas de acessibilidade. A ação foi promovida pelo Núcleo Educativo do Memorial da Inclusão, que tem como objetivo divulgar e preservar a memória do movimento social da pessoa com deficiência.

Segundo a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, discutir sobre acessibilidade comunicacional é de extrema importância e está alinhada com missão da Secretaria. “A acessibilidade comunicacional nada mais é do que promover independência e autonomia às pessoas com deficiência. É o nosso dever trazer informação à essas pessoas, fazer com que todos tenham acesso a qualquer conteúdo”, afirmou a Secretária.

O encontro discutiu o processo histórico dos movimentos sociais das pessoas com deficiência, construindo assim um espaço de discussão sobre a trajetória do segmento.

Profissional que atua com audiodescrição na TV Cultura, Karina Vasconcelos contou sobre sua experiência na roda de conversa que a fez desmitificar conceitos sobre as deficiências. “Tivemos a oportunidade de entender um pouco mais sobre as pessoas com deficiência e repensar um pouco sobre esta visão de dó ou incapacidade. É uma minoria que luta pelos seus direitos, que estão buscando respeito”, disse.

O audiodescritor da TV Cultura, Gilson Monteiro, também ressaltou a importância do contexto histórico para atuação neste meio. “Conhecer a história dos movimentos das pessoas com deficiência foi muito importante, pois para o ser humano se entender ele precisa conhecer o que veio lá atrás. Por atuar com materiais para este público específico entendemos como este processo de implementação de recursos de acessibilidade precisa acontecer. É superar uma barreira comunicacional”, disse.

Inaugurado em dezembro de 2019, o Núcleo de Acessibilidade (FLICTS), que recebeu o nome em homenagem ao escritor Ziraldo, tem como objetivo ser um setor responsável por produzir os recursos acessíveis para tornar a grade da programação 100% acessível. Atualmente, o núcleo conta com 51 integrantes e três estúdios para gravação de Libras, dois ProTools com cabines de locução para audiodescrição e, para a produção de closed caption, duas cabines para Via Voice e uma máquina de estenotipia. A TV Cultura já cumpre com 24 horas diárias de closed caption, 20 horas semanais de conteúdo em Libras e 28 horas semanais de audiodescrição.

Fonte: SP Notícias

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