Público curte o bloco Confraria do Pasmado, em Pinheiros, na Zona Oeste de SP, no pré-carnaval de São Paulo deste ano - Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Público curte o bloco Confraria do Pasmado, em Pinheiros, na Zona Oeste de SP, no pré-carnaval de São Paulo deste ano - Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ao contrário do que muitos pensam, fevereiro não é um mês “morto” para procurar emprego por causa do carnaval. As empresas continuam buscando profissionais, incluindo as semanas pré e pós os quatro dias de folia, porém, a concorrência acaba sendo menor, o que ajuda quem não desiste da tão sonhada vaga.

A Luandre, por exemplo, tem atualmente cerca de 1.900 vagas, entre efetivas e temporárias. A coordenadora de RH da agência, Renata Motone, aconselha quem está desempregado a começar a procura agora. “É realmente um mito a ideia de que o ano só começa depois do carnaval. Muitos viajam, mas o país não para e o movimento de entrada de oportunidades permanece o mesmo”, explica.

Renata diz que há vagas para todas as áreas, com destaque para o varejo, logística e saúde, e que já começam também a entrar vagas para a indústria, que se prepara para as vendas de Páscoa.

“Alguns candidatos costumam ter resistência com vagas temporárias porque acreditam que é melhor esperar o carnaval passar para buscar uma vaga efetiva, mas aconselhamos a aceitar, ainda mais se a vaga temporária for em sua área de atuação. O mercado avalia bem o candidato que se mantém ativo profissionalmente”, comenta.

Levantamento da intermediadora de vagas Catho mostra que, historicamente, o primeiro trimestre concentra o maior volume de contratações, já que as empresas começam a preencher as vagas para o planejamento e as metas do novo ano.

“Aproveitar esse período para buscar emprego é aumentar as chances de recolocação frente aos demais, uma vez que ainda existe o mito de que o ano só começa após o carnaval”, diz Tábitha Laurino, gerente sênior da Catho.
Um levantamento realizado pela Catho em 2020 identificou os ramos em que ocorre a abertura de vagas com contratação acima da média anual por período. No primeiro trimestre, a taxa é a mais elevada entre os demais. Veja abaixo:

1º trimestre

  • Confecção de Calçados: 54%
  • Indústrias Têxteis: 26%
  • Manutenção de Máquinas e Equipamentos Industriais, Comerciais e Residenciais: 24%
  • Confecção de Tecidos e Couros: 23%
  • Educação Física e esportes: 22%
  • Fabricação de Papel: 20%

2º trimestre

  • Agropecuária em Geral: 16%
  • Manutenção de Máquinas Pesadas e Equipamentos Agrícolas: 15%
  • Equipamentos de Movimentação de Cargas: 12%
  • Saúde: 9%
  • Reparação e Manutenção de Equipamentos: 7%
  • Operação de Equipamentos e Instrumentos de Diagnóstico: 7%

3º trimestre

  • Extração Mineral: 18%
  • Mineração e Geologia: 14%
  • Educação, Professores e Instrutores do Ensino: 13%
  • Extrativismo: 12%
  • Agricultura: 11%
  • Relações Públicas, Publicidade e Marketing: 9%
  • Construção Civil, de Edificações e Obras de Infraestrutura: 9%
  • Informática: 8%
  • Gastronomia e Serviços de Alimentação: 5%

4º trimestre

  • Comércio em geral: 14%
  • Transporte e Logística: 6%

Ausência de candidatos

A coordenadora de RH da Luandre alerta que historicamente é registrado um aumento do absenteísmo dos candidatos conforme o Carnaval se aproxima. “Na semana que antecede o feriado chega a ser de 80%”, afirma.

A especialista em RH alerta que quem realmente está em busca de uma recolocação “não deve jogar a toalha” neste período.

“O movimento de seleções segue normal na semana pré-Carnaval e na semana pós também. E o melhor é que como o absenteísmo é maior, a concorrência diminui e maiores as chances de conquistar aquele novo emprego no início de 2020”, completa.

“Não considerar o Carnaval como uma desculpa para prorrogar a busca pelo emprego é fundamental para encontrar a tão sonhada recolocação”, salienta Tábitha Laurino.

A gerente sênior da Catho afirma que, além da baixa concorrência, é importante levar em consideração as qualificações necessárias que o profissional precisa ter para estar aderente à vaga, aumentando as chances de contratação.

“Em um período de contenção de custos, as empresas estão em busca de profissionais qualificados, portanto, estar bem preparado para o mercado de trabalho deixa o profissional mais próximo da sua recolocação”, finaliza.

Fonte: G1

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