De que vale você prender um passarinho numa gaiola, e achar que tem o maior amor por ele, dando-lhe alpistes e águas todos os dias, mas não o deixa livre para voar?
De que vale você prender um passarinho numa gaiola, e achar que tem o maior amor por ele, dando-lhe alpistes e águas todos os dias, mas não o deixa livre para voar?

As consciências são muito presas a este mundo pelos sentimentos passageiros, e os carcereiros desta vida todos os dias as lembram de suas obrigações. Tem consciência presa até em cachorro, que é um ser de outra espécie. Nós sabemos que todos os animais gostam de viver entre outros da sua espécie. Prender um passarinho, por exemplo, na gaiola, é um crime contra a natureza da ave, porque ela gosta de estar entre as árvores voando no meio dos da sua espécie.

De que vale você prender um passarinho numa gaiola, e achar que tem o maior amor por ele, dando-lhe alpistes e água todos os dias, mas não o deixa livre para voar? Um cachorro não fica perto de você porque gosta, pois pelo instinto animal ele queria estar entre os da espécie dele.

O ser humano tem o costume de prender as coisas e as pessoas a ele pelo sentimento, e isto dentro da própria consciência, e como os animais não tem consciência e nem este sentimento, se vê preso nas mãos deste. O que os seres humanos têm na verdade, não é amor, mas sim paixão, que é um sentimento mesquinho de julgar que o outro não será feliz se não estiver ao seu lado. E é lógico o resultado, todos os dias estas consciências têm muito que contar sobre este sentimento macabro. A própria consciência não percebe que isto não é normal e até escreve um diário em sua consciência da dependência que os outros têm dele.

Eu já vi um empresário dizer, que todos os seus funcionários dependem dele, mas como isto não funciona assim, eles ainda querem prender os animais. Outro exemplo é o da mãe, ela sempre acha que o filho não vive sem ela, e que é extremamente dependente dela, mas quando o filho cresce, e vê que ela o prende, a primeira coisa que ele faz, é se livrar da mãe. Quando criança, ele não vai embora, porque ainda não tem a sua consciência formada, mas assim que ele forma a sua consciência, a tendência é se livrar de tudo que o prende. É comum imaginar um filho pensando: eu não quero para mim, o que os meus pais querem para eles. É normal um pai induzir o seu filho a torcer pelo mesmo time de futebol, estudar a profissão que ele tem, se relacionar com as pessoas que os pais querem. Muitas moças até se casam para se livrar dos pais, elas não casam por amor, mas justamente para se livrarem dos pais.

Isto não é amor, e sim paixão, é domínio de posse. Estes sentimentos, que os pais querem passar a seus filhos é terrível, pois toda consciência foi produzida, para ter liberdade. Mas cada um quer sempre a coisa do seu jeito.Quem nos ensina a viver neste mundo, é a própria vida, e se a tua consciência pegar um caminho errado, a própria vida te corrige. Se a tua consciência for inteligente e perceber o que a vida te fala, não entrará em enrascada. Reflita no tanto que você já errou na vida, por ouvir outras pessoas que diziam querer o teu bem? A partir de agora, ouça a voz da vida, o senhor que já pulsa seu coração, pois ele é o único que te ama e quer o teu bem de verdade.

 

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