É que mudaram o rumo É, mudaram seu próprio rumo! Pegaram um caminho obscuro E andam em cima do muro
É que mudaram o rumo É, mudaram seu próprio rumo! Pegaram um caminho obscuro E andam em cima do muro

Dor estampada pelo vidro
Tons verdes, azuis ou castanhos
O pingar de gotas sentido
Não a purifica este banho

São apenas desabafos
Contados num canto qualquer
Sentimentos silenciados
Uma pétala de malmequer

Candeias secas
Umedecidas por águas que salgam
Marcas alaranjadas, vermelhas
Ferrugens que não se apagam

Não há história para contar
Em tom elevado de euforia
Apenas sonhos para sonhar
De uma vida que tanto queria

É que mudaram o rumo
É, mudaram seu próprio rumo!
Pegaram um caminho obscuro
E andam em cima do muro

Nas pílulas anseiam suas curas
Tentam dopar a verdade
Querem amenizar sua culpa
Castigando-os à crueldade

Entorpecentes à revelia
Julgando ter alegria
Logo vêem o quanto estão frias
Suas almas estão vazias

É assim,
Noite e dia
Almejam o próprio fim
Onde está sua valia?

É que mudaram o rumo
É, mudaram seu próprio rumo!
Pegaram um caminho obscuro
E andam em cima do muro

E no interno há vida
O labirinto e sua saída
Mas onde foi parar a tua auto estima
Que eleva-te ó alma infinda?

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